Tenho deixado o blog de lado, mas é por uma boa causa. Agora, no dia 31 de outubro (2009), estamos iniciando uma nova turma no curso de hieróglifos egípcios (www.hieroglifos.com.br) . Assim, procuramos aperfeiçoar o material fazer novos exercícios, pesquisar novos textos.
E, para quem já montou um curso (virtual ou não), sabe a corrida que é ter uma aula legal para montar.
Quem estiver interessado, passa lá.
Uma outra notícia boa é que, ao final deste ano vou iniciar aqui um curso de hieróglifos grátis. Que tal? Acho que vai ser interessante a experiência.
Bem, até depois.
Abraços,
Antonio.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Aprender hieróglifos é difícil?
Há cerca de dois anos sou tutor de um curso online de hieróglifos egípcios (hieroglifos.com.br). Neste momento, aliás, estamos quase terminando uma nova turma. Uma das melhores e mais participativas, aliás.
Mesmo assim, um determinado comportamento se repete em nossos cursos: um grupo de pessoas que se entusiasma com as primeiras aulas mas que, a seguir, desiste. Não assiste às aulas, não faz os exercícios, não tem mais dúvidas. Simplesmente some.
Investigando aqui e ali, conversando com alguns alunos, descobri um padrão. Aqueles que desistem são os mesmos que pensavam que aprender hieróglifos é fácil. Que não exigiria esforço.
Para esses (e para vocês, caso se interessem) fica a informação: ninguém pode esquecer que aprender hieróglifos é estudar uma outra língua. É aprender um novo idioma.
Hieróglifos não são um mero código. São a representação visual (a escrita) de uma lingua, falada por um povo. Aprender a ler e a escrever em egípcio não se diferencia em aprender russo ou árabe. A única diferença é a de que, por se tratar de uma língua morta, não se aprende pronúncia, nem se treina a compreensão auditiva.
Mas tem pronomes, verbos, adjetivos, substantivos, advérbios. Existe conjugação de verbos; há passado e futuro; condicionais. Etc.
Isso tudo não quer dizer que aprender egípcio seja dífícil. Não é. Mas requer esforço e alguma dedicação.
Lógico que, em nosso curso, há uma série de facilitadores: as aulas multimídia, o material adicional, a solução de dúvidas, os exercícios interativos, etc.
Mas todo aquele que pretende estudar hieróglifos deve estar ciente de que irá exigir estudo.
Nada de valor nesta vida vem fácil. Nem mesmo a compreensão de um idioma já extinto há 2000 anos.
Abraços,
Antonio.
Mesmo assim, um determinado comportamento se repete em nossos cursos: um grupo de pessoas que se entusiasma com as primeiras aulas mas que, a seguir, desiste. Não assiste às aulas, não faz os exercícios, não tem mais dúvidas. Simplesmente some.
Investigando aqui e ali, conversando com alguns alunos, descobri um padrão. Aqueles que desistem são os mesmos que pensavam que aprender hieróglifos é fácil. Que não exigiria esforço.
Para esses (e para vocês, caso se interessem) fica a informação: ninguém pode esquecer que aprender hieróglifos é estudar uma outra língua. É aprender um novo idioma.
Hieróglifos não são um mero código. São a representação visual (a escrita) de uma lingua, falada por um povo. Aprender a ler e a escrever em egípcio não se diferencia em aprender russo ou árabe. A única diferença é a de que, por se tratar de uma língua morta, não se aprende pronúncia, nem se treina a compreensão auditiva.
Mas tem pronomes, verbos, adjetivos, substantivos, advérbios. Existe conjugação de verbos; há passado e futuro; condicionais. Etc.
Isso tudo não quer dizer que aprender egípcio seja dífícil. Não é. Mas requer esforço e alguma dedicação.
Lógico que, em nosso curso, há uma série de facilitadores: as aulas multimídia, o material adicional, a solução de dúvidas, os exercícios interativos, etc.
Mas todo aquele que pretende estudar hieróglifos deve estar ciente de que irá exigir estudo.
Nada de valor nesta vida vem fácil. Nem mesmo a compreensão de um idioma já extinto há 2000 anos.
Abraços,
Antonio.
Marcadores:
aprendizagem,
Curso,
hieróglifos
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Vocabulário
domingo, 23 de agosto de 2009
Como as pirâmides foram construídas?
O Museu de Bostom mem um display que apresenta como os egiptólogos, na atualidade, acreditam que as grandes pirâmides de Gizé foram construídas.
Está de acordo com a chamada "teoria espiral da pirâmide externa". Clique na foto para ver mais detalhes do modelo.
Não há ETs presentes no modelo. :)
Está de acordo com a chamada "teoria espiral da pirâmide externa". Clique na foto para ver mais detalhes do modelo.
Não há ETs presentes no modelo. :)
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Google Earth melhora a resolução do Egito
Ótima notícia para quem ainda só pode viajar virtualmente ao Egito. E, também, para professores e pesquisadores (que usam o Google Earth como ferramenta de trabalho).

O Google atualizou as imagens de Gizé tanto no Google Earth como no Google Maps. Agora, pode-se ver as pirâmides e a esfine com mais detalhes. Não os melhores do mundo - o Google pode certamente fazer melhor - mas é uma evolução ao que se tinha antes.
Porém, ainda não existem boas imagens de Akhetaton - a capital do Egito na época do faraó Akenathon. Seria muito interessante que o Google Earth atualizasse esta região. Afinal, é uma das poucas regiões urbanas do Antigo Egito, relativamente bem preservadas até hoje.
Aliás, o primeiro jogo do Antigo Egito que eu desenvolvi foi a Casa de Ramose - justamente a recosntrução de uma casa da cidade de Akhetaton. Se quiser saber mais sobre o jogo, clique aqui.
Abraços,
Antonio.

O Google atualizou as imagens de Gizé tanto no Google Earth como no Google Maps. Agora, pode-se ver as pirâmides e a esfine com mais detalhes. Não os melhores do mundo - o Google pode certamente fazer melhor - mas é uma evolução ao que se tinha antes.
Porém, ainda não existem boas imagens de Akhetaton - a capital do Egito na época do faraó Akenathon. Seria muito interessante que o Google Earth atualizasse esta região. Afinal, é uma das poucas regiões urbanas do Antigo Egito, relativamente bem preservadas até hoje.
Aliás, o primeiro jogo do Antigo Egito que eu desenvolvi foi a Casa de Ramose - justamente a recosntrução de uma casa da cidade de Akhetaton. Se quiser saber mais sobre o jogo, clique aqui.
Abraços,
Antonio.
domingo, 16 de agosto de 2009
Tumba de Roy - O ritual da "Abertura da boca"
Na imagem aparecem os sacerdotes, que realizam na múmia de Roy o ritual de "Abertura da boca".
Os egípcios não acreditavam em nada parecido a céu ou inferno. Para eles, após a morte, o espírito viveria para sempre entre os vivos, e junto com eles. Mas, para que pudessem ver e falar nesta outra existência, deveriam passar por este ritual.
O texto, que está escrito sobre os sacerdotes seria parte da fala que eles fariam, neste ritual. Está escrito da direita para a esquerda.
Diz o texto:
"Palavras ditas pelo Sacerdote Leitor e pelo Sacerdote Seb (tipos de sacerdotes egípcios). Tua purificação é a purificação de Hórus, e vice versa. Tua purificação é a purificação de Seth, e vice-versa. Tua purificação é a purificação de Doun-anouy (deus relacionadao à purificação) e vice-versa".
É uma bela oração.
O texto segue com a identificação do morto, com seus títulos:
"Osíris, intendente Roy, verdadeiro da palavra. Que ele possa dar incenso e libação a Osíris, escriba real, intendente Roy, verdadeiro da palavra".
Na próxima tradução, vamos ver a parte mais complicada desta parede: o desenho da estela, que está atrás de Anúbis.
Os egípcios não acreditavam em nada parecido a céu ou inferno. Para eles, após a morte, o espírito viveria para sempre entre os vivos, e junto com eles. Mas, para que pudessem ver e falar nesta outra existência, deveriam passar por este ritual.
O texto, que está escrito sobre os sacerdotes seria parte da fala que eles fariam, neste ritual. Está escrito da direita para a esquerda.
Diz o texto:
"Palavras ditas pelo Sacerdote Leitor e pelo Sacerdote Seb (tipos de sacerdotes egípcios). Tua purificação é a purificação de Hórus, e vice versa. Tua purificação é a purificação de Seth, e vice-versa. Tua purificação é a purificação de Doun-anouy (deus relacionadao à purificação) e vice-versa".
É uma bela oração.
O texto segue com a identificação do morto, com seus títulos:
"Osíris, intendente Roy, verdadeiro da palavra. Que ele possa dar incenso e libação a Osíris, escriba real, intendente Roy, verdadeiro da palavra".
Na próxima tradução, vamos ver a parte mais complicada desta parede: o desenho da estela, que está atrás de Anúbis.
Marcadores:
hieróglifos,
Roy,
tradução,
tumbas
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Continuando a tradução dos hieróglifos - A tumba de Roy
Nesta segunda postagem com a tradução do texto da tumba de Roy, inicaremos a tradução da estela, que está desenhada atrás do deus Anúbis.
Trata-se de um texto já bastante danificado. A leitura e reconstrução deste trecho envolve a leitura dos sinais que existem e podem ser lidos, e a comparação com outros textos semelhantes.

De qualquer forma, a leitura do trecho superior é relativamente simples.
À esquerda está Roy, em posição de adoração (com os braços levantados). As três primeiras colunas, apresentam a posição e o nome de Roy.
Compare com os hieróglifos copiados abaixo, e identifique-os na pintura. Mas, atenção: aqui, eu escrevei o texto da esquerda para a direita. Mas, na pintura, está da direita para a esquerda!

À direita, sentado, está o deus Osíris, representado como um faraó (ele era o faraó do "outro mundo"). Nas duas últimas colunas está escrito o nome do deus. Compare com a transcrição abaixo.

Você reparou que neste o texto foi escrito da esquerda para a direita?
Note mais uma coisa: cada trecho se refere a um dos personagens. E eles são escritos em direções diferentes. Cada texto inicia-se na direção para onde o personagem está olhando.
Como Roy está olhando para a esquerda, o texto que se refere a ele começa da esquerda. E vice-versa, com Osíris.
Esta é uma conveção e estilos próprios dos egípcios.
A propósito, sobre Roy está escrito: "Osíris, intendente Roy".
Sobre Osíris, lê-se: Osíris, senhor da eternidade.
Trata-se de um texto já bastante danificado. A leitura e reconstrução deste trecho envolve a leitura dos sinais que existem e podem ser lidos, e a comparação com outros textos semelhantes.

De qualquer forma, a leitura do trecho superior é relativamente simples.
À esquerda está Roy, em posição de adoração (com os braços levantados). As três primeiras colunas, apresentam a posição e o nome de Roy.
Compare com os hieróglifos copiados abaixo, e identifique-os na pintura. Mas, atenção: aqui, eu escrevei o texto da esquerda para a direita. Mas, na pintura, está da direita para a esquerda!

À direita, sentado, está o deus Osíris, representado como um faraó (ele era o faraó do "outro mundo"). Nas duas últimas colunas está escrito o nome do deus. Compare com a transcrição abaixo.

Você reparou que neste o texto foi escrito da esquerda para a direita?
Note mais uma coisa: cada trecho se refere a um dos personagens. E eles são escritos em direções diferentes. Cada texto inicia-se na direção para onde o personagem está olhando.
Como Roy está olhando para a esquerda, o texto que se refere a ele começa da esquerda. E vice-versa, com Osíris.
Esta é uma conveção e estilos próprios dos egípcios.
A propósito, sobre Roy está escrito: "Osíris, intendente Roy".
Sobre Osíris, lê-se: Osíris, senhor da eternidade.
Marcadores:
hieróglifos,
Roy,
tradução,
tumbas
Assinar:
Postagens (Atom)





