Os fonogramas, por sua vez, eram de três tipos: os que representavam um som (o alfabeto egípcio); os que representavam dois sons (os sinais bilíteros) e os de três sons (os trilíteros).
Os sinais do chamado alfabeto egípcios eram, sem dúvida, os mais utilizados. Os primeiros que irei apresentar aparecem na tabela abaixo.

Lembre-se: os egípcios não escreviam vogais. Apenas consoantes e semi consoantes (como o y). Assim, se quisessem escrever "cadeira" escreveriam apenas "cdr".
O que aparece na tabela acima? O sinal hieroglífico, propriamente dito. Na segunda coluna está a transliteração. O que é isso? É como se costuma representar, em sinais modernos, os hieróglifos. Já falaremos mais disso.
Na terceira coluna está o que cada hieróglifo representa. Repare o último sinal. Não é um pintinho, e sim um codorniz. Os egípcios não conheciam galinhas (não conheciam camelos, também, mas isso é outra história).
Na última coluna está o que se chama de "Manual de Codage". É uma convenção de como representar os hieróglifos usando os sinais disponíveis em um teclado comum. Ele serve especialmente para programas de computador que escrevem em hieróglifos.
Vamos voltar à transliteração. Nela, procura-se representar, o mais fielmente possível, o som que a letra representa. Não há dificuldade no j, no y e no w. Mas o que são os outros sinais?
O do abutre. Aquele sinal representa um som específico. É um som quando a glote interrompe a passagem de ar. Como ocorre quando falamos a alternativa. O símbolo do abutre, na escrita egípcia, representa esta interrupção que ocorre entre as duas palavras.
É um som que não existe em português.
O do braço é ainda mais complicado. É outro som que não existe em nossa língua. É um "a" bastante aspirado.
Você quer aprender egípcio? Algumas coisas devem ser decoradas. O alfabeto e a transliteração são uma dessas coisas.
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