domingo, 3 de setembro de 2017

Aprender hieróglifos é difícil?

Há cerca de dez anos sou tutor de cursos de hieróglifos egípcios.

Há um determinado comportamento se repete em meus cursos: um grupo de pessoas que se entusiasma com as primeiras aulas mas que, a seguir, desiste. Não assiste às aulas, não faz os exercícios, não tem mais dúvidas. Simplesmente some.

Investigando aqui e ali, conversando com alguns alunos, descobri um padrão. Aqueles que desistem são os mesmos que pensavam que aprender hieróglifos é fácil. Que não exigiria esforço.

Para esses (e para vocês, caso se interessem) fica a informação: ninguém pode esquecer que aprender hieróglifos é estudar uma outra língua. É aprender um novo idioma.

Hieróglifos não são um mero código. São a representação visual (a escrita) de uma língua, falada por um povo. Aprender a ler e a escrever em egípcio não se diferencia em aprender russo ou árabe. A única diferença é a de que, por se tratar de uma língua morta, não se aprende pronúncia, nem se treina a compreensão auditiva.

Mas tem pronomes, verbos, adjetivos, substantivos, advérbios. Existe conjugação de verbos; há passado e futuro; condicionais. Etc.

Isso tudo não quer dizer que aprender egípcio seja dífícil. Não é. Mas requer esforço e alguma dedicação.

Lógico que, em nosso curso, há uma série de facilitadores: as aulas multimídia, o material adicional, a solução de dúvidas, os exercícios interativos, etc.

Mas todo aquele que pretende estudar hieróglifos deve estar ciente de que irá exigir estudo.

Nada de valor nesta vida vem fácil. Nem mesmo a compreensão de um idioma já extinto há 2000 anos.

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Abraços,
Antonio.

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